Sino dos ventos

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Arte a partir do papel e da fotografia

Mapas, enciclopédias, listas telefônicas e manuais desatualizados servem como materiais para a série contínua de obras da/o artista de Houston, Cara Barer. Os livros antigos que não tem mais utilidade, são moldados em aros e padrões emocionantes, transformando-os em peças esculturais abstratas. Depois são fotografados em um fundo preto.

A visão hipnótica que cada peça retrata, apresenta uma evolução no meio. O que antes era uma fonte de conhecimento, agora é uma compilação quase extinta de artigos. Com o surgimento da tecnologia e a facilidade com que se pode obter informações na palma da mão, uma lista telefônica pesada que inicialmente inspirou o trabalho de Barer, parece uma carga inútil e onerosa. Ao abraçar toda essa tecnologia, Barer não gostaria de ficar sem ela, mas teme que ela esteja rapidamente nos levando a confiar cada vez menos nos livros de referência.









Créditos:
Texto e imagens - My Modern Met




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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Depressão


Há várias formas de morte, inclusive a morte em vida, como na depressão. Uma pessoa com depressão pode morrer de mágoa, tristeza, decepção ou desespero, de falta de carinho, atenção ou respeito, de solidão, abandono ou desprezo. Seja qual for o motivo, a depressão se disfarça de mil nomes, mas a tristeza é sempre presente. E por causa da tristeza, a pessoa vai perdendo a vontade, vai cultivando a esperança vã de que um dia, quem sabe, aquela dor passe, mas nunca passa. Há quem disfarce, há quem não aguente, há quem jamais esquece. A pessoa continua viva, mas morrendo aos pouquinhos. Primeiro perde o brilho nos olhos, depois é o sorriso que se apaga, o coração não bate de alegria por mais nada, o olhar desiste, a voz fica cada dia mais fraca, o corpo cansa. E então a depressão, senhora de tudo, vence a guerra.




Créditos: Imagem Agência Brasil