Sino dos ventos

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terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Arte a partir do papel e da fotografia

Mapas, enciclopédias, listas telefônicas e manuais desatualizados servem como materiais para a série contínua de obras da/o artista de Houston, Cara Barer. Os livros antigos que não tem mais utilidade, são moldados em aros e padrões emocionantes, transformando-os em peças esculturais abstratas. Depois são fotografados em um fundo preto.

A visão hipnótica que cada peça retrata, apresenta uma evolução no meio. O que antes era uma fonte de conhecimento, agora é uma compilação quase extinta de artigos. Com o surgimento da tecnologia e a facilidade com que se pode obter informações na palma da mão, uma lista telefônica pesada que inicialmente inspirou o trabalho de Barer, parece uma carga inútil e onerosa. Ao abraçar toda essa tecnologia, Barer não gostaria de ficar sem ela, mas teme que ela esteja rapidamente nos levando a confiar cada vez menos nos livros de referência.









Créditos:
Texto e imagens - My Modern Met




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segunda-feira, 6 de maio de 2019

Apartamentos - principais diferenças entre os vários tipos




Vender apartamentos na planta é uma das principais atividades do corretor de imóveis. O processo de verticalização das cidades proporciona uma grande quantidade de ofertas, e o corretor deve estar atento às várias tipologias que existem para atender seus clientes, sem se perder naquilo que está oferecendo. Os principais tipos e características dos imóveis residenciais são:

Apartamento padrão: o mais habitual e mais encontrado no mercado imobiliário brasileiro. Sua planta possui divisões internas bem definidas: salas, cozinha, dormitórios, suítes, banheiros. É geralmente classificado pelo número de dormitórios e suítes, e usualmente pelo número de vagas que possui.

Cobertura: como o próprio nome sugere, fica no topo, no último andar da construção, muitas vezes dispõe de piscina e churrasqueira e sua metragem é normalmente o dobro da metragem padrão. As coberturas  podem ser divididas em:
  • Cobertura Duplex ou Triplex: quando ocupa dois ou três andares para formar a unidade. O acesso entre esses dois ou três andares, dentro do apartamento, é feito através de escada ou elevador privativo. O duplex ou triplex não precisa necessariamente estar na cobertura, basta que o imóvel seja composto por dois ou três andares. Geralmente são imóveis amplos, com pé-direito duplo. 
  • Penthouse: é uma cobertura sem divisão de andares. Sua área útil geralmente ocupa toda prumada do edifício.
Loft: são imóveis comerciais modificados para fins residenciais. Loft designa apartamentos amplos, com pé-direito duplo e cuja divisão de cômodos inexiste, com exceção dos banheiros.


Studio: quase sempre confundido com loft, pois são muito parecidos. A diferença entre os dois, é que no studio surgem algumas divisões internas, delimitando, por exemplo, um dormitório privativo.

Kitnet: assim como no loft e studiokitnet é um apartamento com dimensões de 25 a 35m², composto por um dormitório e banheiro, onde se acomoda toda a área útil. É um termo em desuso, que remonta a uma época onde os empreendimentos não possuíam áreas de lazer comum.

Giardino ou Garden: muito procurados por quem está migrando de uma casa para um apartamento, ficam no térreo do prédio e possuem quintal ou jardim. Em alguns casos,  possuem também churrasqueira, forno de pizza e até piscina.


Townhouse: tipo de apartamento ainda pouco difundido no Brasil, mas que vem sendo bem aceito por quem está comprando seu primeiro imóvel. Assemelha-se muito a um sobrado com 3 ou 4 andares, com apartamentos individuais em cada um deles.



Texto e imagens: Viva Corretor




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segunda-feira, 29 de agosto de 2016

Copo americano - história e curiosidades

Americano no nome, brasileiro no design, o copo oficial do Brasil já é um senhor septuagenário, que sobrevive e marca presença nos lares, bares e botecos de todas as cidades do Brasil.

No início de 1947 os primeiros copos americanos foram produzidos de forma manual, pela empresa Nadir Figueiredo. Em 2010, a empresa adotou um processo que possibilita a produção de 480 peças por minuto, suprindo a constante demanda. 

Em 2009, o copo americano ganhou destaque em uma exposição no MoMa – Museu de Arte Moderna de Nova Iorque, como símbolo máximo do design brasileiro. Os méritos foram todos dados ao empresário Nadir Figueiredo. Neste mesmo ano, os jornalistas da revista VIP e Exame, escolheram o copo americano como o melhor copo para se tomar cerveja. 

Símbolo do design espontâneo brasileiro, ele nos transporta para afetuosos e animados botecos, botequins e padarias de todos os cantos do Brasil, companheiro de cafezinhos, pingados e daquela cervejinha gelada.

Se chama copo americano pois na época da sua criação, Nadir Figueiredo se inspirou em copos que eram produzidos somente nos Estados Unidos e, ironicamente acabou se tornando símbolo da cultura gastronômica brasileira.

Em Belo Horizonte, é conhecido como "copo lagoinha" por ser muito utilizado na área boêmia, no Bairro Lagoinha. No mercado de atacadistas é conhecimento simplesmente como "2011", que é o seu código de referência interna do fabricante.

Nadir Figueiredo era um jovenzinho quando decidiu abrir, no Largo da Liberdade em São Paulo, um pequeno espaço de consertos de máquinas de escrever e equipamentos elétricos, época em que tais aparelhos ainda não eram nada populares.

A Nadir Figueiredo foi também uma indústria de armamentos de guerra e munição para as Forças Armadas, graças à Revolução Constitucionalista. Neste período houve a grande crise mundial e um de seus fornecedores de globos de vidro vendeu seu negócio para Nadir Figueiredo, definindo assim o rumo da empresa. 

Na década de 80, a empresa deu mais um passo à frente e começou a produzir a linha Âmber, de aparelhos de jantar com vidro colorido. Os pratos e copos amarelos fazem parte até hoje da história das famílias brasileiraa.

Designers e artistas famosos também se utilizaram dos copos americanos:


Na tela
Como luminária
 


 Versão caneca

 Versão colorida





Créditos: Imagens e texto: http://www.viniciusdemello.com/blog/os-misterios-do-copo-americano/






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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Curiosidades da gastronômia brasileira


Imigrantes, escravos e índios adaptaram diversas receitas estrangeiras e abrasileiraram comidas que quase se transformaram em símbolos nacionais. Entretanto suas origens vieram de bem longe do Brasi.


Pastel

O pastel ficou famoso no Brasil na versão frita. Rapidamente conquistou o paladar dos brasileiros de tal maneira, que se transformou numa criação nacional, mas a história desta deliciosa massa frita começou bem longe das terras tupiniquins.

O pastel tem sua origem na Península Ibérica. Na Idade Média, já existiam receitas de massas recheadas que eram levadas ao forno, porém foi na região Ibérica que tiveram a ideia de fritar essa massa.

Há ainda a comparação com o rolinho primavera chinês e com a gyosa, da culinária japonesa. A mais respeitada das teorias afirma que o pastel chegou ao Brasil graças à imigração chinesa. Com a adaptação dos pratos orientais, surgiu no país o saboroso pastel.

E a dúvida cruel: "pastel de flango" é chinês ou japonês? O pastel chegou ao Brasil pelos chineses, mas vemos muitos japoneses encarregados de pastelarias espalhadas pelo país, devido a Segunda Guerra Mundial e a aliança do Japão com a Alemanha nazista. Para evitar a perseguição dos nazistas, os japoneses passaram a abrir pastelarias pelo Brasil, se passando por chineses.




Bolinho de chuva

O bolinho de chuva se tornou popular no Brasil graças à personagem Tia Anastácia, do Sítio do Pica Pau Amarelo, de Monteiro Lobato. Hoje está tão arraigado na cultura brasileira, que muitos se esquecem que o quitute surgiu em Portugal, derivado de outra guloseima lusitana, a Bola de Berlim, mais conhecida no Brasil como "sonho".

A massa do bolinho de chuva é bem semelhante à da Bola de Berlim. A principal diferença é que os sonhos ficavam em bandejas, cercados por açúcar fino e canela em pó, assim como, atualmente, é servido o bolinho de chuva. A diferença fica por conta do recheio, já que não há creme nos quitutes da Tia Anastácia.

Em sua versão original, no final do século XVIII, o bolinho era feito com mandioca ou cará. O trigo era pouco e muito caro pois vinha de Portugal, e raras eram as receitas com a "farinha do reino". Em compensação, o bolinho era feito com ovos, açúcar, leite, e frito em gordura de porco. Tinha  nomes carinhosos como Quero Mais, Quero Quero ou Desmamados. Sem ter a pretensão de ser doce de Sinhá, nem ter a delicadeza dos complicados pontos de caldas, das massas moldadas durante horas por mãos finas e delicadas, sua vocação sempre foi o sabor e o encanto dos olhos das crianças, que ansiavam pela hora em que eles saíam dos tachos dos fogões de lenha, quando eram generosamente polvilhados com açúcar e canela perfumada. Descontraídos, afetivos, leves, por muito tempo foram a comida do entrudo, o carnaval de então. Eram chamados de Filós de Carnaval. Levavam o sabor de mãos escravas e, talvez por isso, alguma sinhazinha ciumenta tenha lhes apelidado de Bolinhos de Negra. Muitas escravas saíram do anonimato para ligar seus nomes a essa receita: Bolinhos da Negra Ambrósia ou da Negra Marcionila.

Sem dúvida alguma, a mais famosa entre as autoras do bolinho foi criada por Monteiro Lobato: Tia Anastácia. Não há episódio entre as histórias do Sítio do Pica-Pau Amarelo que não termine com Narizinho, Emília e Pedrinho comendo os deliciosos bolinhos.

Mas porque bolinho de chuva? Talvez porque alguém, em alguma tarde de chuva do século XX, tenha dito que os bolinhos traziam alegria às horas em que não se podia correr ou brincar nos quintais por causa do tempo chuvoso.

Bolinho de chuva lembra infância e me lembro quando eu e minha irmã éramos crianças. Lembro da minha mãe perguntando: querem bolinho de chuva? Ela dizia que o bolinho só podia ser feito nos dias de chuva, pois o ingrediente mais especial, era justamente a magia da chuva. Se ele fosse feito em um dia de sol, não ficaria tão gostoso. Ela dizia que a chuva ficava feliz, porque ela sempre gostou muito de bolinho e que sempre que ela "chovia" era como se estivesse pedindo para fazer o bolinho. A chuva ficando feliz, mandava uma mágica para a receita, e o bolinho ficava mais especial. E ficava mesmo! Mas também já comi muito bolinho de chuva em dia de sol. Hoje, já crescidinha, eu mesma faço meus bolinhos de chuva, seja em dias de chuva ou de sol. E a magia continua acontecendo! 




Polenta

Pode até parecer que foi criada no Brasil, mas a polenta na verdade é italiana. Hoje é produzida à base de farinha de milho, mas no passado era preparada a base de farinha de aveia, trigo e outros cereais. Durante o Império Romano, a polenta era o principal prato local.

No Brasil inicialmente a polenta era preparada apenas na versão cremosa. Mais tarde surgiram as versões frita e grelhada. Durante séculos o prato era muito comum em comunidades pobres, que a utilizavam como principal fonte nutritiva para aguentar trabalhos braçais, mas atualmente a polenta é encontrada em diversos restaurantes de comida típica italiana e brasileira.




Quindim

A dúvida quanto a origem do quindim se divide em três localidades. Afinal, essa deliciosa guloseima é brasileira, africana ou portuguesa? Os portugueses têm a fama de apresentarem diversos doces à culinária mundial e com o quindim não foi diferente. Nos conventos de Portugal surgiu um doce chamado "brisas do lis" que era preparado com ovos, açúcar e amêndoas.

O quindim brasileiro é muito parecido, mas no lugar das amêndoas, foi incluído o coco, um produto tipicamente nacional. Essa nova receita surgiu no nordeste do país e teve grande influência africana, inclusive no nome, pois a palavra quindim é originária da África. Com isso, o Quindim é uma deliciosa e saborosa mescla de sabores das culinárias portuguesa, brasileira e africana.











Créditos:
Imagem: Google Imagens







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