Sino dos ventos

segunda-feira, 4 de novembro de 2019

O blog mudou de nome!


Com o passar do tempo, senti que o blog havia perdido seu objetivo inicial. Em 03 de fevereiro de 2012 imaginei que compartilharia apenas peças de artesanato, fotos de ambientes, plantas e jardins, além de dicas de decoração e PAP's. Na verdade, compartilhei essas e muitas outras coisas, de forma que o blog deixou de ser apenas o "Canto das Artes", tornando-se muito mais abrangente.

Após tal constatação resolvi mudar o nome do blog, porém senti imensa dificuldade em encontrar um nome que combinasse com toda essa miscelânea, ao mesmo tempo em que um nome sempre me vinha à mente: Magnólia.

E porque Magnólia?

1) É uma planta originária da América e da Ásia. São árvores ou arbustos semidecíduas ou decíduas, apreciadas como ornamentais em parques e jardins. principalmente em locais de clima temperado ou subtropical. Apenas duas espécies são nativas do Brasil. Produzem abundantes flores brancas, rosadas e amarelas, de forma cônica, grandes e perfumadas.




2) Também é o nome de uma música de Jorge Ben Jor, que faz parte do albúm A Tábua de Esmeralda (1974). Clique abaixo para ouvi-la:



3) Por admirar e ser fã do casal Chip & Joanna Gaines, famosos apresentadores de TV e proprietários da Magnólia Market, localizada na cidade de Waco/Texas. Em seus programas de TV, eles sempre utilizam os maravilhosos itens de decoração da loja.


Enfim, a partir de hoje o blog "Canto das Artes" passa a ser "Magnólia"!



Créditos: 
1) Texto sobre a planta magnólia - Wikipédia
2) Imagem das flores de magnólia - Dreamstime
3) Música Magnólia - Jorge Ben Jor - YouTube





Se você gosta do blog "Magnólia", divulgue-o entre as/os amigas/os blogueiras/os. Brigadú!!!











sexta-feira, 18 de outubro de 2019

Fui demitida

Após 30 anos de trabalho na mesma empresa, há uma semana atrás fui demitida.
Então, a partir da semana passada, me tornei uma perdedora.
Perdi o hábito de programar o alarme do celular para as 5h15.
Perdi a obrigação de usar sapatos e roupas discretas.
Perdi o transporte público sempre atrasado e lotado.
Perdi o trânsito difícil nas manhãs e tardes de todos os dias.
Perdi o estresse de trabalhar sob pressão.
Perdi todo cinismo corporativo.
Perdi a constante audição de intrigas e fofocas.
Perdi intermináveis e inúteis reuniões quase que diárias.
Perdi o café de máquina e o almoço rápido, também diários.
Perdi o hábito de tomar, dia sim e o outro também, 5 gotinhas de benzodiazepina.
Perdi os comentários pelo meu mal humor.
Perdi as desculpas para não fazer exercícios físicos.
Perdi alguns quilos.
E de repente, uma onda enorme de coisas me levaram a perder cada dia mais.
Perdi o medo, não sei do quê, mas constante, que me acompanhava há três décadas.
Perdi tudo que me impedia de ser maior.
Perdi a censura da criatividade.
Perdi as críticas antecipadas a qualquer idéia ou comentário.
Perdi o medo constante do preconceito racial, de gênero, religião, estado civil e classe social.
Perdi tanta coisa que eu queria perder há muito tempo.
Perdi tanto, mas tanto, que fiquei leve, muito leve.
E depois de perder tanta coisa, ganhei a simplicidade de apenas viver.
E também descobri que perder é ganhar.



P.S.: perdi também o costume de cantarolar uma paródia que fiz do início da música "Diário de um detento", dos Racionais MC's:

Original:

"Aqui estou, mais um dia
Sob o olhar sanguinário do vigia
Você não sabe como é caminhar
Com a cabeça na mira de uma HK
Metralhadora alemã ou de Israel
Estraçalha ladrão que nem papel"


Minha versão (o nome da chefe foi alterado por razões óbvias);

"Aqui estou, mais um dia
Sob o olhar sanguinário da chefia
Você não sabe como é trabalhar
Sob a mira da chefe Cacá
Ela é alemã ou de Israel?
Estraçalha empregado que nem papel"




Se você gosta do Canto das Artes, divulgue-o entre suas/seus amigas/os blogueiras/os, Brigadú!!!




Crédito:
Imagem - Blog do Cleber Vieira